O que ficou para você do setembro amarelo?

As pesquisas apontam o crescimento do suicídio no mundo, principalmente nos países de baixa renda, mas o tema que se tornou um problema de saúde pública, tem vindo para a pauta numa agenda anual para que as pessoas adquiram a consciência de como prevenir, ajudar o outro e até a si mesmo.

Os índices de Ansiedade e Depressão aumentam em função de um mundo acelerado, austero e individualista dentro de uma modernidade que muitas vezes nos desumaniza.

Cada um centrado em seu mundo e no seu celular, todos no mesmo ambiente sem se olharem ou se comunicarem: bizarro, e ao mesmo tempo conversando com alguém que está do outro lado do mundo, como se estivesse ao seu lado.

A tecnologia deve servir aos interesses do Homem e não o dominar, como um robô, preso às telas, com os algoritmos se tornando a “lâmpada de Aladim” dos seus desejos. A felicidade condicionada do “ter” se sobrepõe ao “ser”.

Neste panorama de confusão entre a escravidão e as benesses das tecnologias, estamos nós seres humanos, completamente vulneráveis física e emocionalmente para lidar com essa parafernália.

“A vida é um presente que recebemos, e precisamos preservá-la”, esta é a fala de meu amigo Fabio Moraes, Economista de profissão e Espiritualista por vocação.

Com tantas opções que se abrem, esquecemos a preciosidade da vida que recebemos, passamos a operar no automático, fechando os olhos para o essencial da vida, que é viver plenamente.

O tema suicídio, ou tirar a própria vida ainda é um tabu, também prefiro falar de vida, mas sem cuidar da ferida, não podemos curá-la. Quando o sofrimento e a dor se tornam insuportáveis precisamos de ajuda.

O que podemos fazer para não adoecer e ainda ajudar o outro?

É importante ter atividades de trabalho, sociais, familiares e físicas prazerosas. Estas atividades proporcionam que o nosso organismo despeje os hormônios do “bem” como a Oxitocina, Serotonina, entre outros, para combater a Adrenalina e o Cortisol, inevitáveis nos momentos de Estresse. Essa “terapia” é saudável, mas nem sempre dá conta, e nesse momento é preciso a ajuda profissional.

Parece simples, mas para algumas pessoas nem sempre é possível, os desprazeres podem se acumular ao longo da vida e a tristeza pode ganhar a batalha. Essas pessoas precisam de ajuda efetiva pois, sem encontrarem saída, entram num ciclo vicioso, nesse momento a rede de apoio, ou seja, aqueles que fazem parte de seu convívio familiar e social, com assertividade podem fazer toda a diferença em sua vida.

Ainda fico surpresa com relatos de pessoas que não procuram atendimento médico psiquiátrico ou psicológico, por preconceito próprio ou de outros, pensei que isso fosse coisa do século passado, mas ainda está presente nos dias de hoje.

Lembro aqui uma fala de alguém que se expôs para ajudar não só uma pessoa, mas toda uma sociedade e pode ecoar de forma positiva para aqueles que pensam amortecer sua dor de forma definitiva: “Aquilo que não dizemos acumula-se no corpo, transformando-se em noites sem dormir, nós na garganta, nostalgia, dúvidas, insatisfação e tristeza. O que não dizemos não morre... mata-nos.” Mahatma Gandhi

Por isso não se afogue na sua dor e sofrimento, fale e peça ajuda.

Natalia Marques

Psicóloga / Coach / Palestrante

 



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